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Câncer Ginecológico

É uma doença grave, podendo ser detectada nos seus estágios iniciais, através da adoção de programas de rastreamento colpocitológico oncótico (o exame preventivo). Contudo, no nosso meio, em função da ausência destes programas com cobertura e qualidade adequada, há ainda um predomínio das formas avançadas da doença.

Câncer de Colo de Útero

Incidência

A incidência por câncer de colo de útero se torna evidente na faixa etária de 20 a 29 anos e o risco aumenta rapidamente até atingir seu pico, geralmente na faixa etária de 45 a 49 anos. Sofre um declínio acentuado após os 60 anos.

O número de casos novos de câncer de colo do útero esperados para o Brasil é de 19 casos a cada 100 mil mulheres. Ocupa o segundo lugar em incidência nas mulheres.

Causas do Câncer de Colo de Útero

O principal agente causal deste câncer é o vírus do papiloma humano, transmitido sexualmente, sendo mais prevalente em mulheres com iniciação sexual precoce, e com múltiplos parceiros. Outros fatores são o tabagismo e o uso de anticoncepcionais orais.

É estimado que uma redução de cerca de 80% da mortalidade por este câncer pode ser alcançada através do rastreamento de mulheres na faixa etária de 25 a 65 anos com o teste de Papanicolau ( preventivo) no qual se detectam lesões precursoras com alto potencial de malignidade ou carcinoma “in situ”.

Para tanto, é necessário submeter ao rastreamento as mulheres com até 49 anos, apenas uma vez a cada três anos e a cada cinco anos para mulheres entre 50 e 65, além de garantir a organização, integralidade e a qualidade do programa de rastreio.

Sintomas
• Pode ser assintomático, mas nos estágios iniciais nota-se apenas um leve corrimento vaginal com ou sem sangramento;

• O sintoma mais comum é sangramento fora do período menstrual;

• Dor durante relação sexual com sangramento;

• Infecção vaginal que não cura, deve ser melhor examinada;

• Em graus mais avançados, manifesta-se a intensa dor pélvica.

Diagnóstico

Após suspeita, o exame ginecológico deve ser realizado:

• Coletado o papanicolau;

• Biópsia direta ou por colposcopia da lesão;

Conização do colo nas seguintes situações:

• Lesão cancerosa precoces do colo de útero;

• Achados divergentes entre colposccopia e papanicolau;

• Anormalidades achadas no papanicolau e não visíveis na colposcopia.

Quando existe possibilidade de extensão maior da doença para interior do canal cervical, a curetagem endocervical é feita.

Estadiamento

A disseminação do câncer de colo de útero pode ocorrer para parede vaginal, útero e lateralmente ao útero (paramétrios). Podendo então invadir vagina, bexiga, ureteres, reto, linfonodos regionais e para-aórtico.

O sistema utilizado para estadiamento é o TMN juntamente com a classificação da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO)

Exames utilizados para estadiamento

• Rx de tórax

• Ultra-som de abdome

• Em alguns casos utiliza-se a tomografia computadorizada para avaliar a isseminação pélvica

• Mas na grande maioria é possível realizar o estadiamento através do exame ginecológico.

Tratamento

Lesões pré-malignas e carcinoma in situ são tratadas com terapia local(cauterização, conização) ou histerectomia quando indicado.

Câncer invasivo: a escolha do tratamento depende da extensão da doença. Nos estágios precoces a escolha é pelo tratamento cirúrgico radical.

A radioterapia e quimioterapia têm seus espaços no tratamento de câncer de colo de útero. Podem ser realizados previamente ou após o tratamento cirúrgico ou isoladas.

Em resumo: o câncer de colo de útero depende muito do diagnóstico precoce, que pode ser conseguido pelo exame papanicolau nas mulheres. O melhor seria realizar o exame anualmente em mulheres sexualmente ativas.