Skip directly to content

Câncer em Partes Moles e Ósseo

Sarcomas são tumores originados de tecidos como músculos, tecido adiposo (gordura), cartilaginoso, ósseo e tecidos de fazem a união de outros tecidos.

Incidência

Possui baixa incidência, em torno de 1% de todas neoplasias dos adultos. Porém, essa proporção aumenta para quase 10% em crianças  menores de 15 anos.

Esses tumores representam um grupo heterogênio de neoplasias com etiologia provavelmente diversa sendo pouco conhecida.

Fatores de Risco

Dentre os diversos fatores de risco estudados, tem-se dado muita ênfase aos fatores ambientais ou ocupacionais.  A dificuldade de se quantificar papel que a exposição a cada um dos agentes tem é a principal crítica dos trabalhos.

A maior incidência em crianças sugere a possibilidade de fatores de risco genéticos.

Os fatores de risco para sarcomas de partes moles incluem:

• Fibromatose;

• Síndrome de Gardner;

• Tabagismo;

• Uso de antibiótico cloranfenicol;

• Radioterapia para câncer  de mama e após Síndrome de Stewart-Treves;

• Antecedentes familiares com câncer, ocupação, Rx e outras doenças.

No entanto, não se encontrou nenhum fator estatisticamente significante.

Os locais mais acometido

• Membros inferiores:50%

• Membros superiores:13%

• Tronco:33%.

Os tipos mais comuns de sarcomas de partes moles:

• Leiomiossarcoma

• Liposarcoma

• Fibrossarcoma

• Rabdomiossarcoma

Porém, na infância, 2/3 são rabdomiossarcoma.

Os principais tumores ósseos são:

• Osteossarcoma

• Condrossarcoma e sarcoma de Ewing

Sobrevida

A sobrevida global dos pacientes com sarcomas de tecido conjuntivo e de partes moles é de 50% após 5 anos do diagnóstico. Os tumores de extremidades têm um prognóstico melhor.

Diagnóstico

• Raio-X Cintilografia: permite definir e complementar o raio-X

• CT: é complemetar para se obter avaliação detalhada.É usada para locais de difícil avaliação, permite avaliar invasão de partes moles, componentes vizinhos, definição da gordura peri-tumoral.

• RNM: avalia a extensão, infiltração medular do osso, partes moles, invasão neuro-vascular em cortes axiais e se complementa com a angiografia. Com diferentes resoluções permite avaliar tecidos vizinhos. Permite também acompanhar o pós-tratamento.

• USG: para biópsia guiada e para definir massa tumoral de partes moles.

• Biópsias: Tru-cut (agulha grossa) d, guiada por ultra-som e ou tomografia computadorizada, apresenta uma eficiência de 98% em diagnóstico de malignidade e 94% para sarcomas. Em sarcomas de cavidade abdominal ou retroperitôneo, biópsia por aspiração não faz parte da rotina, somente se há forte suspeita de linfoma. Nesses casos, já se procede imediatamente para tratamento cirúrgico.

• Biópsia incisional: retira-se um pequeno fragmento para fazer diagnóstico.

• Estadiamento: Consiste na mensuração da doençaPara tal, utiliza-se o sistema internacional TMN e Gradação tumoral G1 a G4. Permite planejar o tratamento e predizer qual será a evolução do paciente.

Tratamento

• Curativo: Tratamento é cirúrgico e radical:  ressecção do tumor com margem de segurança e livre. Nos sarcomas, a primeira cirurgia é determinante pois, se realizada por profissionais inexperientes, a chance do tumor retornar (a dita recidiva) é muito grande e a cada nova cirurgia a taxa de recidiva aumenta pela dificuldade de retirar todo o tumor.

• Radioterapia (braquiterapia ou teleterapia): tem seu lugar conforme o tamanho do tumor e gradação tumoral.Pode ser feita no intra ou no pós-operatórios.

• Paliativo: Retirada do tumor, mas não de uma maneira total devido a comprometimento de órgãos vitais ou por já possuírem  metástases.

Este tratamento cirúrgico chama-se citorredução e pode ser acompanhado por quimioterapia.

A radioterapia e quimioterapia isoladas podem ser instituídas em caso do paciente não ter condições de tratamento cirúrgico.

Fatores que mudam prognóstico

• Grau histológico

• Profundidade

• Admissão do paciente (precocidade no diagnóstico e instituição da terapêutica)

No entanto, quanto menor for o tumor, mais rapidamente tratado (de preferência por oncologistas)melhor o prognóstico do paciente