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Câncer de Pulmão

Nos órgãos que temos no tórax, o pulmão é o que mais tem alta incidência de câncer. Podem ocorrer tumores de outras partes do tórax como mediastino, esôfago e de parede torácica.

No mundo, o câncer de pulmão é o que acomete o maior número de pessoas na faixa etária de 50 a 78 anos. Na população masculina, o hábito de fumar continua sendo responsável pela maioria dos casos diagnosticados de câncer de pulmão (podendo chegar a mais de 90% em alguns países ou regiões). Nas mulheres, pode-se atribuir cerca de metade dos casos de câncer pulmonar ao tabagismo.

O fator de risco mais importante para o desenvolvimento do câncer de pulmão é o fumo. Este hábito é capaz de aumentar este risco de 20 a 30 vezes em tabagistas de longa data e em 30 a 50% nos fumantes passivos, não existindo nenhuma dose ou quantidade segura para o consumo. As taxas de incidência em um determinado país refletem seu consumo de cigarros.

No Brasil o câncer de pulmão ocupa o 2º lugar de incidência entre o homens e o 4º lugar de incidência entre as mulheres.

O câncer de pulmão é de diagnóstico precoce difícil devido à pouca sintomatologia no início da doença. E lembrando que quanto mais precoce ele for diagnosticado, maior é a resposta ao tratamento.

Os cânceres de pulmão são divididos em dois grupos distintos

• Tumores de não pequenas células (carcinoma epidermóide 30-35% , adenocarcinoma 25-30% e grande células 10%);

• Tumores de pequenas células.

Esta divisão existe devido ao prognóstico, evolução e tratamento distinto entre os dois. Os mais freqüentes são os tumores de não pequenas células.

Sinais e sintomas

Infelizmente os sintomas, na grande maioria dos tumores do pulmão, aparecem com a doença um pouco mais avançada.

Os principais sintomas

• Tosse (cerca de 70% do casos);

• Falta de ar;

• Escarro sanguinolento;

• Pneumonia recorrente;

• Dor torácica;

• Perda de peso;

• Fraqueza;

• Rouquidão;

• Outros distúrbios do metabolismo que podem vir a acontecer.

Diagnóstico

Geralmente o primeiro exame que sugere câncer de pulmão é o Rx do tórax. Em seguida, a melhor opção para investigar seria a tomografia computadorizada de tórax. Essa tomografia será avaliada pelo seu médico e se a suspeita de câncer for forte, o estadiamento e confirmação histológica deverão ser feitos através de outros exames como broncoscopia, mediastinoscopia, punção aspirativa trans-torácica e demais exames pré-operatórios, se assim for necessário.

Estadiamento

Esta avaliação médica é de extrema importância para o tratamento e posterior seguimento do paciente. Ele é que determinará a extensão da doença e a forma de tratamento que será instituído.

Tratamento

A escolha do tratamento do câncer de pulmão dependerá do estadiamento, ou seja, do tamanho do tumor, do comprometimento ou não dos nódulos linfáticos e do tipo de célula tumoral.

Tumores de não pequenas células

Em estadios mais precoces, o tratamento é basicamente cirúrgico, podendo ser seguido de quimioterapia e radioterapia.

Em estadios mais avançados, o tratamento baseia-se em quimioterapia e radioterapia.

Tumores de pequenas células

Este tipo de câncer é tratado com quimioterapia. Geralmente não é operável.

Situações emergenciais nos tumores de pulmão e seus tratamentos

• Síndrome da Veia Cava Superior – entidade mórbida que deve ser conduzida com muita eficácia e rapidez devido à grande mortalidade. Nos cânceres de não pequenas células utiliza-se radioterapia de emergência. No de pequenas células utiliza-se geralmente a quimioterapia.

• Síndrome paraneoplásica - síndrome que vem acompanhada de várias alterações do metabolismo da água, sódio e hormônios da glândula supra-renal. Estas alterações são tratadas clinicamente e depois desaparecem com o tratamento do tumor.

• Derrame pleural volumoso – causado por extravasamento de líquido do tumor e do pulmão. Este líquido fica localizado entre o pulmão e parede do tórax. Deve ser drenado (retirado) e tratado para não coletar novamente.

Após a terapêutica, estes pacientes ficarão em acompanhamento para avaliar a resposta do tratamento e se ocorre o retorno do tumor. Nesse último caso, ele deve ser prontamente tratado.

As opções de tratamento devem ser conversadas com seu médico oncologista. Achando a melhor forma para cada paciente.