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Câncer de Abdome, Pelve e Próstata

A cavidade abdominal e pelve possuem muitos órgãos o que torna esta região do corpo uma área de variados tipos de neoplasias. Dentre elas vamos citar as mais freqüentes: esôfago abdominal, estômago, pâncreas, vias biliares, fígado, cólon, reto e canal anal.

Nota-se que os mais freqüentes encontram-se no tubo digestório. Outros órgãos que freqüentemente são alvos de tumores no homem são a próstata e bexiga. Na mulher, o colo de útero, reto, útero, ovários.

Os tumores do tubo digestório mais freqüentes são: o de estômago no homem e o de reto na mulher. Vamos falar aqui destes dois mais freqüentes:

• Câncer do Aparelho Digestório

• Câncer de Próstata
 

Câncer do aparelho digestório

Os sintomas mais freqüentes são

• Perda de peso e apatia;

• Dificuldade de digestão, intestino preso;

• Dificuldade de engolir;

• Vômitos com ou sem sangue;

• Sangramento pelas fezes;

• Dificuldade de evacuar;

• Dor abdominal;

• Tumoração no abdome.

Diagnóstico

Geralmente o paciente se queixa de algum sintoma, faz algum tipo de exame e então se diagnostica o câncer.

Tipos mais comuns de exames para detectar tumor intestinal

• Endoscopia digestiva alta ou baixa;

• Ultra-som;

• Raio-X contrastado;

• Tomografia computadorizada;

• Laparoscopia;

• Biopsia por endoscopia ou percutânea;

• Exames de sangue (hemograma, CEA, Ca 19.9, Ca 72.4).

Fatores de proteção e de risco para câncer de estômago

• Protetores: fibras, vegetais, frutas, vitamina C e conservação correta dos alimentos.

• Fatores de risco: alcoolismo, tabagismo, pólipos gástricos, obesidade, tipo sangüíneo A. Doenças como esôfago de Barret, polipose adenomatosa familiar, gastrite crônica atrófica, doença de Menétrier.

Fatores de risco para câncer de Intestino grosso (cólon)

1. Fatores dietéticos e ambientais: estão relacionados a 90% das causas dos adenocarcinomas colônicos.

• Dieta rica em carne, gorduras e pobre em fibras;
• Obesidade;
• Álcool e Tabaco;
• Fatores ocupacionais - trabalhadores de fábricas de vidro e formaldeído;
• Pouca atividade física.

2. Fatores Hereditários: correspondem a 5-10 % dos adenocarcinomas colônicos.

As síndromes hereditárias que predispõem ao câncer colorretal são divididas entre as que causam polipose e as sem polipose intestinal.

História familiar e fatores ambientais aumentam progressivamente com o número e a proximidade de parentes acometidos, podendo ser de aproximadamente 1,8 a 8 vezes maior o risco nesses casos.

3. Doença inflamatória intestinal

Existe um aumento na incidência de câncer colorretal de 5 a 6 vezes com doença de Crohn (após 20 anos de doença). Na retocolite ulcerativa esse aumento pode ser de 20 a 30 vezes superior ao da população controle (após 35 anos de doença).

4. Pólipos colônicos

Define-se pólipo como qualquer elevação que faça protrusão dentro do intestino. Em torno de 90% dos cânceres de cólon originam-se de pólipos adenomatosos. A retirada destes pólipos interrompe esta seqüência de pólipo-câncer.

Pessoas com fatores de risco devem sempre procurar orientação e acompanhamento médico especializado para realizar alguns exames de rotina.

Tratamento

O tratamento geralmente é cirúrgico associado ou não a quimioterapia ou radioterapia.

A forma de tratamento vai depender do tipo, localização e tamanho do tumor do aparelho digestório.

Em tumores que não podemos operar devido ao tamanho e comprometimento de outros órgãos, pode-se associar quimioterapia e radioterapia e depois operar.

A realização de quimioterapia e radioterapia após a cirurgia também vai depender do tipo de tumor, localização e estudo dos nódulos linfáticos (gânglios).

A Colostomia

A colostomia é o medo de muitos pacientes em tratar tumores abdominais e por isso protelam o tratamento até o tumor ficar avançado e então vão precisar mais ainda deste tipo de derivação intestinal externa.

Vamos para explicação

Colostomia e ileostomia são derivações intestinais externas. A colostomia (exteriorização do colon) é realizado em cirurgias do intestino grosso, reto e ânus. A ileostomia (exteriorização do íleo) em cirurgias do intestino delgado e também do intestino grosso (cólon).

Estas derivações são realizadas somente caso necessário como:
• Risco de aumentado de complicação;
• Paciente que não suportaria cirurgia extensa;
• Agilizar o tratamento quimioterápico e radioterápico após cirurgia;
• Amputação do ânus (esta é definitiva);
• Complicação pós operatória, como fístulas.
Após ter realizado o tratamento completo e passado os riscos de complicação, realiza-se a reconstrução novamente do trânsito intestinal. Menos nos casos de amputação do reto.

Câncer de Próstata

O número de casos novos de câncer de próstata estimados para o Brasil em um ano é de 47.280. Estes valores correspondem a um risco estimado de 51 casos novos a cada 100 mil homens.

O câncer de próstata é o mais freqüente em todas as regiões entre o total de tumores, exceto o câncer de pele não melanoma.

Mortalidade

A mortalidade por câncer de próstata é relativamente baixa, o que reflete, em parte, seu bom prognóstico. A média mundial de sobrevida em 5 anos é de 58%. Em estágios iniciais chega a 98% de sobrevida em 5 anos. No caso de tumor metastático, a sobrevida chega à 30% em 5 anos.

Fatores de risco

A idade avançada é o principal (acima dos 75 anos). Alguns estudos sugerem que dieta rica em gorduras e carne vermelha aumentaria o risco de desenvolver o câncer de próstata, enquanto a ingestão de frutas e vegetais e exercício físico regular ofereceriam alguma proteção.

Sintomas

Jato urinário fraco ou interrompido durante a micção, necessidade de se fazer força para urinar, micção de difícil controle (urgência), necessidade de urinar freqüentemente, inclusive de madrugada e dor pélvica são os principais achados encontrados.

Diagnóstico

Todo homem com mais de 50 anos deveria fazer um exame de toque retal, em um médico especializado (urologista, preferencialmente), todo ano. Dosagem de PSA (prostate-specific antigen) no sangue também pode sinalizar anormalidades num estágio inicial.

Tratamento

Nos estágios iniciais, pode ser feita remoção total da próstata ou radioterapia como alternativa. Na doença metastática, pode-se fazer tratamento hormonal com drogas(anti-andrógenos, Agonista GnRH) ou orquiectomia (retirada dos testículos), tendo ambos eficácia e efeitos colaterais semelhantes.

Nos casos refratários à hormonioterapia, há tratamentos para diminuição dos sintomas, como radioterapia em metástases ósseas dolorosas (principalmente em coluna lombar) ou quimioterapia.